04 junho 2017

Post muito lindo

Talvez seja só eu a notar, mas quando encontramos na Feira do Livro pessoas vagamente conhecidas, aquele género de pessoas que cumprimentaríamos com um leve aceno de cabeça em circunstâncias normais, um colega de trabalho três pisos abaixo do nosso, um amigo de um amigo nosso, em o encontrando na Feira do Livro, somos acometidos de uma necessidade de o cumprimentar com afecto, há um elo, quem diria? parece dos que vão ao fim de semana ao centro comercial e afinal está aqui a comprar livros, ficamos ali à conversa um par de minutos, a tentar lembrar-nos do nome do tipo, talvez ele nos apresente a mulher e diga aos filhos para nos cumprimentar, este é o Doutor Pipoco, um amigo do pai, talvez acabemos por nos despedir com um abraço, talvez amanhã nos cruzemos no elevador e lhe perguntemos se as compras foram boas em vez de dizer um bom dia murmurado.

2 comentários:

  1. Não lhe chamaria lindo, ao post, claro, mas que é um post tão. mas tão realista, que me deixou a pensar em como somos uns bichitos esquisitos.

    Boa noite sô Pipoco

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  2. A tomada de posse de um livro é um momento íntimo, um deleite reservado apenas ao leitor.

    Além disso o maldito papel ocupa demasiado espaço, é facilmente inflamável, torna a obra pesada no sentido literal e pode partir-nos o nariz a caminho do chão quando adormecemos. Riscos e mais riscos... A maldita coisa é um perigo.

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