04 setembro 2017

À atenção das capazes (3)

Na Feira da Ladra ainda se vendem livros de "Os Cinco" onde o Júlio e o David montam a tenda e vão à frente em caso de perigo e a Ana e a Zé limpam a tenda e cozinham.

22 comentários:

  1. Anónimo4.9.17

    esta rubrica pode não ter fim...

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    1. Tem. Eu canso-me de rubricas num instante

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  2. Por acaso, não. A Zé era Maria-rapaz e fazia o mesmo que os meninos, mas em melhor...

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    1. Cuca, está a falar com um especialista na matéria: a Zé reclamava mas acabava sempre por fazer o que o Júlio mandava. Contrariada, mas fazia...

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    2. Raios, está explicado!

      Afinal nunca li os 5 porque me cheirou logo a lenha reaccionária.

      Devia ter ido para sindicalista.

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  3. Admito que não me lembro bem mas era capaz de apostar que a Zé salvou a vida a esse Júlio umas cinquenta vezes...

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    1. Está enganada. Quem safou o Júlio foi o Tim, o cão da Zé...

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  4. Cláudia Filipa4.9.17

    Bolas! Pipoco, tem de estar aqui a acenar aos leitores com estas coisas, e este tipo de assunto põe-me a fervilhar, vai sair outro comentário enorme.
    E já agora, li no post anterior a vontade de, quer o Pipoco, quer outra pessoa, terem uma discussão séria sobre isto, então, isto é o que penso:
    As versões, relativamente a este tipo de assunto, que me afastam, mesmo não duvidando das boas intenções, são estas, e agora, desculpe-me esta desorganização quanto à temática dos posts, dá-me jeito tomar como exemplo o post do Ironman e simular uma situação:
    Afinal a Vanessa Fernandes não ganhou aquilo tudo...
    Indignação pura e simples: Há uma clara discriminação e não só de nomenclatura! Os melhores resultados das meninas aparecem separados dos melhores resultados dos meninos! Isto mais não é do que um Ironman para meninas e outro para meninos!
    Indignação, desta feita, com mais dados: Os tempos dos meninos são inferiores aos tempos das meninas: O menino classificado em 5.º lugar fez um tempo de 04:26:27, sendo que, a menina classificada em 1.º lugar, fez um tempo de 04:33:12.
    Sugestão de estudo: Estabelecer o nexo de causalidade entre estes resultados desportivos e o facto daquelas meninas terem sido obrigadas a estar, por imposição social, mais sossegadas a brincar com bonecas, enquanto que os rapazes, também por imposição social, andavam quase sempre em correrias.

    O que me cativaria, seria uma conversa séria sobre isto:
    Uma vez que, actualmente, parece que não podemos discutir nada que não tenha pelo menos um estudo a comprovar o que dizemos, existem variados estudos sérios que comprovam a existência de diferenças de origem biológica entre o sexo feminino e o sexo masculino e que contrariam a tese de que as diferenças de género são (mera) construção social sem outro fundamento que não seja o de criar papéis-sociais baseados em, vou simplificar e chamar assim, "apetências de género convenientemente inventadas", daí a chegada à , e agora vou chamar-lhe doutrina, da "Igualdade de género" que é, na minha opinião, muitíssimo infeliz, e por que razão? Vamos pôr de lado o facto de existirem os homens e as mulheres, que não foram inventados agora e que, independentemente de qualquer estudo, teimam em desmentir isto, depois, existem os tais estudos, e esses estudos dizem que isto, "Igualdade de género", é mentira, uma coisa é discutirmos se a sociedade se aproveitou, precisamente, das desigualdades biológicas de género, para sub-repticiamente, confinar os géneros a determinados papéis-sociais, se os induziu a, se os condicionou a, digamos assim, mas isto também poderá cair naquele tipo de situação do que nasceu primeiro se o ovo se a galinha, outra coisa bem diferente é dizer-se que não existe qualquer diferença entre o género feminino e o género masculino, não fosse a sociedade a induzir, não existiria, que me desculpem, mas isto parece-me aquilo a que se chama desonestidade intelectual. Às vezes, talvez, mas quem sou eu, em vez de irmos buscar coisas novas pondo um carro duvidoso à frente dos bois, talvez se pegássemos em coisas que já foram inventadas e que parecem-me tão, mas tão, acertadas, isto por exemplo, e se a sociedade no geral e os meios fiscalizadores do efectivo cumprimento destas coisas em particular estivessem a fazer tudo o que é possível para que isto se cumprisse efectivamente:
    Constituição da Republica Portuguesa, artigo 13.º: Princípio da igualdade
    1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
    2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

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    1. Cláudia Filipa4.9.17

      Olha! Não me ligaram nenhuma, por outras palavras, discriminaram-me...

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    2. Claudia Filipa, toda a gente sabe que is homens só conseguem fazer uma coisa de cada vez e eu estava ali entretido na caixa de comentários de baixo.

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    3. Cláudia Filipa4.9.17

      Mas a outra pessoa também não veio aqui dizer nada. Sabe o que se nota muito nos espaços onde se dizem coisas, é que as pessoas acusam os outros de ser difícil discutir seja o que for por não haver abertura a pontos de vista diferentes e depois reagem exactamente da mesma maneira, em vez de quererem de facto discutir as coisas tendo em conta todas as questões que podem ser levantadas, não, o que interessa é implementar aquela ideia, a ideia que fica é esta "se não é para apoiares cegamente sem questionares, então cala-te e não atrapalhes", mas lá vão dizendo que estão disponíveis para discutir os assuntos seriamente. Eu tenho toda a abertura para ser convencida de que estou a ver mal determinada situação, de que estou errada, agora não aceito é tudo o que me dizem que assim é que é se, com todos os dados que tenho disponíveis, me parecer que não é bem assim, as questões que escrevi no comentário anterior não foram para chatear, nem por ter-me apetecido escrever, coloco-as mesmo, é claro que isto numa caixa de comentários fica manifestamente incompleto, aquilo foi só um apanhado até nem muito bem conseguido de todas as questões que pairam na minha cabeça, mas alguém desenvolveu, não. Mas isto de questionar é chato, nós andamos cá é para acatar, ainda mais neste caso em que só querem o nosso bem e eu com questões destas, eu deveria era ter vergonha e pura e simplesmente concordar com coisas que todas as pessoas de bem devem repetir, sem pensar nelas, nem uma, nem duas vezes, até por terem saído de cabeças muito mais iluminadas do que a minha, que nem sequer tenho um estudo para apresentar e é assim que as coisas devem ser na Era da ditadura do politicamente correto.

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    4. Anónimo4.9.17

      cláudia... é difícil ler assim tanto de uma vez só. consegue começar a treinar para a síntese? (repare na boa vontade: "consegue", "começar", "treinar")

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    5. Anónimo5.9.17

      ... fazer parágrafos...

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    6. Anónimo5.9.17

      Oh Cláudia Filipa, por quem sois, já estou aqui.

      Digo-lhe desde já que concordo com quase tudo o que diz, e principalmente neste ponto:

      "uma coisa é discutirmos se a sociedade se aproveitou, precisamente, das desigualdades biológicas de género, para sub-repticiamente, confinar os géneros a determinados papéis-sociais, se os induziu a, se os condicionou a, digamos assim, mas isto também poderá cair naquele tipo de situação do que nasceu primeiro se o ovo se a galinha, outra coisa bem diferente é dizer-se que não existe qualquer diferença entre o género feminino e o género masculino"

      Há, de facto, estudos que demonstram apetências dependentes do género, mas como bem diz há também todo um condicionamento que empurra as pessoas para certos papeis sociais. E quem se debruça sobre estes assuntos de forma séria - e eu tento fazê-lo - e tenta lutar contra a desigualdade não quer uniformizar os géneros nem anular todas e quaisquer diferenças, nem dizer que homens e mulheres são iguais, nem proibir meninas de brincar com bonecas, mas sim não perpetuar os tais estereótipos que condicionam e empurram as pessoas para certos papeis sociais, especialmente no que diz respeito a lides domésticas ou acesso a certas profissões, e que geram desigualdades de poder.

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    7. Cláudia Filipa6.9.17

      Antes de mais, obrigada pela resposta.
      Queria mesmo que viesse responder-me, queria muito ter oportunidade para dizer por escrito, isto que digo olhos nos olhos às pessoas da vida fora daqui, desculpe-me, vai sair sinceridade sem panos quentes:
      Primeiro que tudo, penso que não sabem defender a vossa causa, repare nisto, eu disse a "vossa" causa, quando a "vossa" causa deveria ser também a minha, afinal, é por um futuro melhor para todas as mulheres que lutam, agora repare no vosso feito, conseguem irritar grande parte das mulheres, isto deveria fazer soar um som estridente, mas não, o que deixam é transparecer qualquer coisa como, as mulheres que não abraçam a causa da mesma maneira foi por não terem visto ainda a luz, vocês também já estiveram nas trevas, mas depois de terem lido muitos estudos viram a luz, e agora repare na ironia da coisa, como qualquer machista empedernido, acabam por passar um atestado de burrice a todas as mulheres que tentam dizer-vos, de todas as maneiras possíveis, ou cada uma com o seu estilo, qualquer coisa como isto:
      "Vejam lá, talvez essa não seja a melhor forma, talvez estejam a exagerar, talvez, dessa maneira, em vez de ajudar, estejam a fazer com que uma causa nobre e, infelizmente, ainda necessária, caia no ridículo, passe a ser, sem sequer podermos dizer que de forma injustificada, alvo de chacota.
      Acredite, estou muito agradecida a todas as mulheres que, um dia, levantaram-se da cadeira onde estavam a bordar e disseram que já não podiam ver bordados à frente e lutaram, sofrendo as consequências, pelo direito de fazer o que queriam fazer (e que não passaram depois a discriminar as que gostavam mesmo de estar ali a bordar e assim queriam continuar, claro).
      Não tenho, por exemplo, qualquer espécie de raiva às Capazes, sem tretas, acredito mesmo nas boas intenções, o que peço é que tratem, mesmo, estas questões com a seriedade que merecem, o que eu não quero é que me passem um atestado de burrice e tentem fazer crer que todas as precipitações que têm sem pensar duas vezes, têm a vantagem de fazer-me pensar num assunto que eu, feita libelinha, nunca pensaria se assim não fosse, nem sequer faria nada por ele, na vida de todos os dias.
      O que eu não quero é que me envergonhem em vez de poder sentir-me representada, e não sinto quando acontece uma coisa como esta dos livros, ou com aquilo da banda desenhada, ou com aquilo da barbearia, por exemplo, nestes casos, o que sinto é vergonha.
      E não é por estar ali a NM a dizer o que disse dos meus comentários que lhe digo que o que senti em relação a esta nova polémica, encontrei escrito num post que fui ler da NM com o título "É pró menino e prá menina".
      E digo-lhe ainda mais, de cada vez que vos leio aqui arreliadas com as provocações brincalhonas do Pipoco, sem as levarem como isso mesmo, até me sinto a encolher por dentro, só me parece demasiado básico da vossa parte. Têm aqui um Blogger muitíssimo inteligente, para além de ser uma boa pessoa (acho mesmo e sou livre de ter os meus achamentos), que é tão machista e misógino como eu sou loura, que tenho o cabelo quase preto, e começam logo mal, é que a coisa começa e já morreu.
      Pronto, não escreverei mais nada sobre este assunto.

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  5. Passo só para dizer que os comentários da Cláudia Filipa são só os melhores que já li sobre o assunto.

    A questão de serem grandes... Pois... O que as pessoas modernas querem é coisas curtas, rápidas e pouco fundamentadas. O que as pessoas querem é montagens manhosas de dois puzzles lado a lado, para poderem desopilar fígados dos stresses do dia a dia. Pensar na inverosimilhança de a maior editora nacional (maioritariamente escolar) discriminar intelectualmente meninos e meninas e reagir com cautela é que não...
    A generalidade das pessoas agora não tem tempo para pensar, nem.para ler, nem para escrever. Há demasiado estímulo.

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    1. Os comentários da Cláudia Filipa são honestos, sérios, respeitam quem a lê. E trazem valor. Ela consegue construir em cima de pontos de vista diferentes, estando sempre de boa fé. Quanto a mim, a Cláudia Filipa mostra um carácter que deve servir de exemplo. Ou seja, podemos decidir aprender com ela. Se quisermos, claro.
      Eu agora decidi pôr-me aqui ao lado da NM, que também escreveu um comentário dos que me encantam, fazem o meu dia melhor.

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    2. Cláudia Filipa6.9.17

      Mas sabes, NM, pensei não sei quantas vezes se não seria melhor estar quieta, ler e ir à minha vida. Aconteceu o mesmo com o comentário "da Coreia do Norte".
      Quando os assuntos são sensíveis, polémicos, penso sempre se valerá a pena.
      Estes comentários são apenas eu a dizer ao Pipoco o que penso sobre "as temáticas" que estão aqui no blog, mas claro que sei que não é só o Pipoco a ler e depois penso se valerá a pena.
      Sabes que quem não tem opinião, ou se tem, não a manifesta, está, de certeza, livre de chatices, da eventualidade de suscitar embirrações, mas depois, olha, acho que ficaria entupida se não os tivesse escrito.
      E também só os escrevo por estar convencida de que, lê-los, não é um suplicio para o Pipoco, e NM, não quero que ninguém pense que, praticamente, só comentar o Pipoco, é, olha, algum tipo de discriminação, que não é, é mesmo só isto, escrevo aqui e depois pronto já só quero apenas ler e não escrever mais nada. E sabes, para além de ler poucos blogs, tem dias que só leio mesmo o Pipoco.
      E agora só mesmo aqui para nós, NM, vamos fazer mesmo de conta que mais ninguém vai ler isto, nem o Pipoco: Como não sei se o Pipoco diria "Cláudia, estou farto dos seus comentários" coisa que, sendo o caso, agradecia muito que fizesse, encarrego-me da auto-censura, acredita, no fim acho horrível este post estar aqui cheio destes comentários meus com este tamanho enorme, no fim detesto que um post tenha mais do que um comentário meu, ainda para mais deste tamanho, é que isto para mim é um enjoo, e por isso, assim como se fosse uma desintoxicação de Cláudia Filipa, hoje por exemplo, e amanhã e vamos ver até quando, para além deste, bem que podem aparecer aqui cinquenta posts, que não comento nenhum.

      Aproveito também para dizer-te que, e já que foi este tema que originou este teu comentário, não fazendo tu, por exemplo, parte das Capazes, tens um blog onde mostras, mesmo que não propositadamente, o tão capaz que és, e eu estou convencida que esse tipo de coisas fazem muito pela "causa".
      Conhecesses-me tu e não precisaria de dizer, como costumo dizer nisto dos blogs, que isto não é uma troca de galhardetes, que até tenho cá para mim que, tal como eu, detestarias se fosse.
      E, NM, obrigada.

      (A Susana, bem, a Susana é assim um dos meus amores blogosféricos, nem lhe digo mais nada).

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    3. Cláudia Filipa, que nunca lhe faltem as palavras para comentar o que quer que seja. É um grande gosto sabê-la desse lado, opinando. E não se preocupe com a largueza dos comentários, eu leio até ao fim e, se não perceber tudo à primeira, releio as vezes que forem necessárias. É muito generosa por usar parte do seu tempo a dizer-nos o que pensa.

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    4. O que eu queria Cláudia Filipa era a capacidade que tu tens de te explicar. Com calma, pés e cabeça. Subscrevo integralmente os três comentários que escreveste sobre o assunto, mas eu nunca me saberia explicar de forma tão clara e serena. Gosto sempre de te ler. Nem que não concorde em absoluto como desta vez, gosto sempre te ler.

      (E a Susana... Aaai, a Susana. :)))

      (E agora isto, com tanto elogio, ficou estranho...)

      (E o sr. engenheiro a ver... :D)

      (Fui.)

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  6. Isto anda animado, meu caro. Penso que até já excedeu o seu limite de três interacções anuais com os comentadores.

    É adorável esta questão da "Igualdade". Talvez num futuro longínquo as pessoas acabem por compreender que "Igualdade..." é indissociável de "... de oportunidades".

    A propósito, está imperdível a sua "solução final" para os homens que procuram a mulher perfeita. Afinal estão apenas à espera de ter dinheiro suficiente para comprar um Classe S.

    É aqui que reclamo o meu "direito" de igualdade.
    Também quero uma!

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  7. Anónimo5.9.17

    Eu não lia "os cinco" mas sim "os sete"...mas já não me lembro dos personagens...
    Vw

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